Blog do Cinema
O ator autor
Michel Piccoli, que morreu na última semana aos 94 anos, não foi apenas um grande ator. Durante seis décadas ele corporificou como ninguém o cinema autoral europeu, em quantidade e em qualidade. Atuou em mais de duzentos filmes, dezenas deles com os maiores diretores de seu tempo: Buñuel, Godard, Hitchcock, Resnais, Manoel de Oliveira, Chabrol, Ferreri, Malle, Scola, Moretti, Raoul Ruiz, Bellocchio, Rivette, Varda. A lista não acaba.
Escritores na tela
No intervalo de menos de um mês o Brasil perdeu dois de seus maiores escritores, Rubem Fonseca e Sérgio Sant’anna. E o que isso tem a ver com este blog? Muita coisa, uma vez que ambos mantinham uma intensa e fecunda relação de mão dupla com o cinema. É o caso Bufo & Spallanzani de Flávio Tambellini, com Matheus Nachtergaele e Tony Ramos, baseado em livro homônimo de R. Fonseca.
Ao ar livre
Reportagens recentes de jornais como The Guardian e The New York Times dão conta de um renascimento pós-pandemia dos cinemas drive-in não só nos Estados Unidos, mas também na Europa. O sucesso da atividade no passado inspirou o próprio cinema, como nesta cena de tensão erótico dramática a três de Lolita, de Stanley Kubrick.
Mortos que caminham
Nestes tempos estranhos de carreatas da morte, aglomerações suicidas e manifestações pró-vírus, nada mais apropriado que um filme de zumbis. É o caso de Zombi child (foto), de Bertrand Bonello, que acaba de chegar às plataformas de streaming (iTunes, Google Play, YouTube, Vivo Play e Now), já que seu lançamento nos cinemas foi cancelado por motivos óbvios.
Cinema de letras
Um bom livro é uma conversa silenciosa e inteligente. Se um dos assuntos principais for o cinema, então, vale por muitas reuniões em torno da fogueira ou da mesa do bar. É o caso do recém-lançado Vai começar a sessão, do crítico e ensaísta carioca Sérgio Augusto, além de biografias como as de Buñuel e John Huston.
Filmes salvadores
Rir pode ser uma ótima saída para enfrentar as angústias do confinamento. Cenas clássicas da comédia, dos Irmãos Marx, Chapin e Buster Keaton, mas também filmes como Cantando na chuva, além de longas de Woody Allen e Mario Monicelli, entre outros, são listados aqui, como bálsamo para tempos de pandemia.
